PARQUE DO CÔA
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O Parque Arqueológico do Vale do Côa estende-se ao longo dos 17km finais do curso do rio Côa, que desagua no Douro. Conhecem-se já mais de mil rochas com manifestações de arte rupestre, com predomínio das gravuras paleolíticas, seguidas por motivos da Idade do Ferro, Época histórica e Pré-história recente. Pela sua particularidade, qualidade e dimensão, em 1998 os sítios de arte rupestre paleolítica do Parque do Côa foram classificados como Património Mundial pela UNESCO.
A visita às gravuras é antecedida por um percurso em todo-o-terreno e é guiada por um técnico especializado. Sugerimos aqui dois núcleos de gravuras abertos ao público: a Penascosa e a Ribeira de Piscos.

Ver mapa do Parque Arqueológico do Vale do Côa

NÚCLEO DE GRAVURAS DA PENASCOSA
A Penascosa situa-se numa praia fluvial do rio Côa. O sítio é composto por 36 rochas gravadas, 26 delas com motivos paleolíticos: cervídeos, cabras, auroques e cavalos datados do período mais antigo do Paleolítico presente no Vale do Côa. Para uma primeira visita ao Côa, consideramos ser o sítio mais adequado, pois o sítio é composto maioritariamente por gravuras de traço profundo, logo de mais fácil visualização. As visitas a este núcleo realizam-se durante a tarde.

NÚCLEO DE GRAVURAS DA RIBEIRA DE PISCOS
Maioritariamente datadas dos períodos mais recentes do Paleolítico, as 39 rochas historiadas distribuem-se no fim do percurso da Ribeira de Piscos. Encontramos aqui alguns dos mais belos motivos de todo o vale, na sua maioria de traço fino. Destaque-se ainda o facto de ser neste sítio que, até ao momento, se encontrou o maior número de figurações humanas. As visitas a este núcleo realizam-se durante a manhã.

 

VISITAS NOCTURNAS

De noite, incidindo uma luz forte em posição rasante sobre as gravuras, criando efeitos de luz/sombra, conseguem-se realçar os motivos gravados fazendo-os “emergir” da superfície da rocha. A percepção das gravuras torna-se mais clara e a profundidade da noite transporta-nos milhares de anos atrás. Absolutamente inesquecível. A visita nocturna é realizada no núcleo de gravuras da Penascosa, antecedida de um percurso em todo-o-terreno e guiada por um técnico especializado.

 

MUSEU DO CÔA

O verdadeiro acervo do Museu do Côa está gravado nas rochas do Vale do Côa. O Museu contextualiza o tempo e espaço da arte rupestre do Côa, com o objectivo de nos ajudar a interpretá-la. Mas o Museu do Côa não é apenas um centro de interpretação, é também em si uma obra de arte. O edifício projetado pelos arquitetos portuenses Pedro Pimentel e Camilo Rebelo, surpreende-nos pela sua forte presença, estando simultaneamente muito bem integrado na paisagem.

 

CAMINHAR NO TEMPO

Caminhar no Parque do Côa é uma forma de conhecer melhor o espaço ocupado há 25.000 anos pelos nossos antepassados, descobrindo outros núcleos de gravuras, como seja o Fariseu ou a Faia. O Fariseu é um sítio arqueológico fulcral para a compreensão da cronologia da arte do Côa. A Faia, uma aventura pedestre pelo rio Côa que corre já bem encaixado por blocos maciços de granito.